13/06/2017

COFFEE BREAK: CULPADOS OU INOCENTES? DIGA O MP...


Finalmente o juiz DAVID GOMES FILHO (titular da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos), neste início de junho de 2017 aceitou, oriunda do MPE-MS (Ministério Público Estadual de MS), DENÚNCIA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA contra 24 pessoas incluídas no relatório final da OPERAÇÃO COFFEE BREAK, que investigou suposta articulação para a cassação do ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP), em 2014. A denúncia apresentada pelo Ministério Público quer cobrar 25 milhões de reais a título de 'indenização' e implica até quem não é servidor público. O magistrado deu prazo de 30 dias para que os citados apresentem defesa.
Este é o segundo processo resultante da OPERAÇÃO COFFEE BREAK, realizada pelo GAECO - Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - em março de 2014. Além do processo criminal, os acusados agora passam a responder por improbidade administrativa. Se condenados, podem ter seus direitos políticos suspensos, além de ficarem proibidos de contratarem com o poder público. De acordo com o JUIZ DAVID: “O Ministério Público de Mato Grosso do Sul descreve minudentemente as condutas de cada um, conforme os elementos de prova colhidos, na maioria, com base em interceptações telefônicas, e, pacientemente, vai interligando cada conduta, cada conversa interceptada, de modo que, no conjunto, apresenta todo o enredo da cassação do prefeito eleito, com detalhes miúdos!”. O magistrado determinou prazo de 30 dias para que os acusados apresentem suas contrarrazões. Além disso, mandou citação para a Prefeitura de Campo Grande, que também será integrada ao processo. Se condenados, os réus terão que pagar indenização de 25 MILHÕES DE REAIS aos cofres públicos.
O MPE/MS ofertou denúncia contra os seguintes acusados: EMPRESÁRIOS: JOÃO ALBERTO K. AMORIM DOS SANTOS, JOÃO ROBERTO BAIRD, FÁBIO PORTELA MACHINSKY, ANDRÉ PUCCINELLI, NELSON TRAD FILHO, FLÁVIO CÉSAR M. DE OLIVEIRA, RAIMUNDO NONATO DE CARVALHO e CARLOS EDUARDO BELINETI NAEGELE. POLÍTICOS: GILMAR OLARTE (PROS), MÁRIO CÉSAR FONSECA (PMDB), AIRTON SARAIVA (DEM), EDIL ALBUQUERQUE (PTB), CARLOS AUGUSTO BORGES (PTB), EDSON SHIMABUKURO (PTB), EDUARDO ROMERO (REDE), GILMAR NERY DE SOUZA (PRB), JAMAL SALEM (PR), JOÃO ROCHA (PSDB), JOSÉ ALCEU BUENO (ASSASSINADO EM 2016), OTÁVIO TRAD (PTB), PAULO SIUFI (PMDB), WALDECY BATISTA NUNES (PTB), LUIZ PEDRO GOMES (PROS) GUIMARÃES e ANDRÉ LUIZ SCAFF - PROCURADOR JURÍDICO DA CÂMARA MUNICIPAL. EMPRESAS: ITEL INFORMÁTICA, PROTECO CONSTRUÇÕES, ID CONSTRUÇÕES e CG SOLURB SOLUÇÕES AMBIENTAIS.

Campo Grande, espera que a JUSTIÇA cumpra seu dever... puna os bandidos e absolva os inocentes. O povo de MS precisa saber quem é quem...