Os FIDGET
SPINNERS (ou “fidget toys”) são a sensação do momento entre meninos e meninas
nos Estados Unidos. A mania que tomou os Estados Unidos, figurando entre os 20
produtos mais vendidos do ano no maior site de vendas do mundo, está começando
uma invasão ao Brasil. O brinquedo tem deixado os professores de cabelo em pé
na tentativa de vê-lo fora das salas de aula, mas essa não é uma tarefa fácil,
já que é vendido como utensílio que ajuda pacientes com déficit de atenção com hiperatividade (DDA).
O SPINNER
tem basicamente o tamanho da palma da mão e possui 3 aros unidos entre si
formando uma espécie de hélice. No centro, outro círculo faz as vezes de eixo
giratório. A princípio, essa é exatamente a graça, fazer com que gire, gire e
gire. Parece divertido? Para muita gente é e por isso mesmo eles estão lotando
os pontos de ônibus, os parques e, claro, agora também, os pátios das escolas
no Brasil. O vício é tamanho que diretores de algumas instituições já proibiram
a entrada em aula de estudantes com o brinquedo que ainda não possui uma
patente registrada e foi inventado há mais de duas décadas, por Catherine
Hettinger que queria criar um brinquedo que, de alguma forma, simbolizasse a
paz. Hoje ele virou um brinquedo viral, principal controvérsia envolvendo
alunos, professores e diretores de escolas.
Seu
efeito terapêutico, segundo alguns especialistas, vem dos variados desenhos e
efeitos visuais que as pontas podem formar quando giradas. Os brinquedos se
tornaram uma enorme distração e toda a polêmica reside no fato da súbita
explosão do SPINNERS nas salas de aula. Muitos destes brinquedos são
comercializados como ferramentas de ajuda para pessoas com autismo, DDA,
estresse, ansiedade e até depressão. São vendidos para, supostamente, aumentar
a capacidade de atenção.
A
dificuldade está em quando um professor pede para que algum aluno guarde o
brinquedo ele responde: "Desculpa, é recomendação médica". Nos
Estados Unidos, o número de casos de DDA nos Estados Unidos subiu 43% entre
2003 e 2011, e atinge quase seis milhões de crianças e adolescentes, conforme
dados de 2015 das autoridades de saúde do país. Educadores e administradores
estão a par da tendência. Reconhecem que, de fato, existem especialistas que
recomendam os SPINNERs como terapia para alguns pacientes, mas não podem
prejudicar a ordem e a disciplina de uma escola inteira por causa disso. Dizem que
o FIDGET SPINNER não passa de uma moda que, como o ioiô, o cubo mágico e muitos
outros, vai acabar desaparecendo para a felicidade de todos aqueles que hoje
enlouquecem tentando encontrar uma forma de se desfazer deste brinquedo.
Vamos
ficar de olho?
