16/02/2021

 


O RIDÍCULO FUTEBOL DO PANTANAL...

             [Jair Buchara]

Todas as cidades brasileiras que disputarão o BRASILEIRÃO-2021, Série A, tem mais do que 1 milhão de habitantes. As exceções são: SANTOS (SP) – 433 mil, CUIABÁ – 600 mil e FLORIANÓPOLIS – 470 mil. Para desanimar os torcedores, informo que as maiores cidades de MS, (IBGE 2015), são: Campo Grande – 900.000 habitantes; Dourados – 250.000; Três Lagoas – 130.000; Corumbá – 115.000 e Ponta Porã – 90.000...

Hoje, só Campo Grande teria condições de sonhar com um time na elite do BRASILEIRÃO, mas em futuro não muito próximo. Em 2030, talvez. Infelizmente quanto mais os anos passam mais essa chance fica mais difícil e remota. Em cidades de pequeno porte é impossível manter um time profissional razoável. As despesas são altas: luvas, salários; prêmios; médicos; segurança; gastos com concentração; alimentação e viagens caras. Para piorar, a média da Série A de MS não chega a 400 torcedores/partida e, no Brasil, jogar para menos de 5.000 pagantes só traz despesas e prejuízos. Para fugir deste ‘buraco negro’, time de MS que pretenda disputar o BRASILEIRÃO tem que ter torcida razoável; alguma estrutura patrimonial; número mínimo de sócios (contribuintes, torcedores, permanentes e fiéis); estádio com infraestrutura mínima - área de lazer, estacionamento, etc - e, de preferência, não ter dívidas. Existe no MS algum clube com este perfil? NÃO, nenhum...

Jogar um BRASILEIRÃO sem prejuízos pede, no mínimo, público de 20 mil pagantes, um marketing forte; patrocinador disposto a torrar muita grana...

Em MS a realidade é cruel. A capacidade liberada do MORENÃO é de 7.000 lugares. Nem lotado e com ingresso caro suas rendas valeriam a pena. Descontadas as despesas, o que sobra é rateado entre a FFMS e os dois times. Não sobra nem para o cafezinho. É triste... mas é a realidade. Depois do CORONAVID, tempos difíceis virão. Sem indústrias para bancá-lo e nenhum mecenas para apadrinhar seus times, com dirigentes amadores, o futebol de MS fica cada dia mais desorganizado. Sonhar com um campeonato estadual atraente é delírio, utopia. CEZÁRIO completará tranquilamente 35 anos à frente de uma FFMS desprestigiada, desacreditada, decadente e deficitária...

De que adianta reformar o MORENÃO? A torcida em MS envelheceu, diminuiu. O jovem torce para clubes de outros estados ou países. É preciso recomeçar do zero. Ter imaginação. Quem sabe um campeonato com 8 clubes, sediados em cidades com mais de 50.000 habitantes, que tenham estádios modestos mas práticos? Que tal fomentar as categorias de base? Ou criar uma divisão de acesso com times das cidades menores como no MT?

A verdade nua e crua é que pelos próximos 10 anos, vamos ver futebol pela TV, comendo pipoca, torcendo e batendo palmas...

Quem viver verá !!!

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