A FFMS
(Federação de Futebol de MS) e a FUNDESPORTE, sexta-feira, (22.01), na capital,
se reunirão com os clubes “profissionais” de futebol para debaterem o Termo de
Fomento visando o Campeonato Estadual, Série A de 2021. Pretendem definir um
Convênio contendo obrigações das partes, calendário do campeonato, fases e
troca de informações para se determinar despesas e aporte de recursos. Desde sua fundação em 1978, a FFMS só teve só quatro presidentes: Heldir Ferrari Paniago, Alfredo Zamlutti Júnior, Ari Rodrigues dos Santos e, por último, FRANCISCO CEZÁRIO DE OLIVEIRA que se aboletou no poder há quase 30 anos. Desde então o incipiente futebol de MS só vem acumulado fracassos...
O
Governo de MS presta apoio anual aos clubes “profissionais” e ao campeonato
transferindo recursos, visando alguma melhoria mesmo com o desinteresse crescente
do torcedor pelo futebol local. Em 2020 MS destinou R$ 820 mil aos clubes para
a disputa do Campeonato, valor 30% maior em relação aos R$ 622 mil pagos desde
2015. Para receber este bônus justificam, “com transparência”, a necessidade do
recurso. A grana serve para cobrir despesas de arbitragem, hospedagem e
alimentação nos jogos fora de casa e o custeio de materiais esportivos. No entanto bancar clubes “profissionais” para a maioria da
população não passa de uma grande piada...
Os clubes
de MS acham que não; mas anos após anos vem jogando no colo do Governador a
obrigação de resolver um problema criado por eles próprios. Vem daí essa
inoportuna linha de crédito que não deixa de ser mais um prêmio à incompetência
que grassa entre os filiados da FFMS, apesar de que nos últimos anos Brasília
também tem sido conivente com a inépcia administrativa dos clubes socorrendo-os
com o refinanciamento de suas dívidas. Isso nunca deu certo, nunca adiantou já
que, em face da CORONAVID e da crise econômica sem precedentes que vivemos,
seria mais decente – e lógico – liberar recursos para os municípios que hoje
passam por severas dificuldades. Ou repetir o auxílio emergencial aos quase 13
milhões de brasileiros desempregados atendendo às necessidades financeiras que
o combate à Covid-19 impõe a todos...
Claro
que todos precisam de ajuda mas - mesmo que seja para ajudar o futebol - não é
moral, nem ético, muito menos sensato, esbanjar o dinheiro público com um
segmento que se fantasia de “PROFISSIONAL” em um momento em que tudo de mais
essencial está a beira do colapso. Este esporte vem sendo subsidiado pelos
governos há mais de cem anos. Não paga imposto de renda de pessoa jurídica ou
contribuição sobre o lucro líquido, pagos por empresas. Paga impostos menores.
Isso é, presta uma contrapartida mínima, quase nula, em termos de impostos.
Isso é subsidio. Outros setores não têm esse benefício. É de domínio público
que dirigentes de futebol não têm um histórico de cumprir com suas obrigações -
vide PROFUT: dívidas passadas pagas à conta-gotas...
No MS os
clubes são mal administrados, pouco transparentes, "amadores
marrons", semi-profissionais. Quase todos estão endividados. Existem outros
segmentos economicamente mais importantes, mais relevantes, mais necessários,
precisando de socorro e o futebol precisa aprender a se sustentar. Definitivamente
não há justificativa alguma para que o Governo jogue dinheiro público pelo ralo
enquanto há falta de recursos para recursos básicos em todos nossos
municípios...
Meninos, eu vi !!!

Nenhum comentário:
Postar um comentário
LEU? COMENTE!!!