21/01/2021

A FFMS (Federação de Futebol de MS) e a FUNDESPORTE, sexta-feira, (22.01), na capital, se reunirão com os clubes “profissionais” de futebol para debaterem o Termo de Fomento visando o Campeonato Estadual, Série A de 2021. Pretendem definir um Convênio contendo obrigações das partes, calendário do campeonato, fases e troca de informações para se determinar despesas e aporte de recursos. Desde sua fundação em 1978, a FFMS só teve só quatro presidentes: Heldir Ferrari Paniago, Alfredo Zamlutti Júnior, Ari Rodrigues dos Santos e, por último, FRANCISCO CEZÁRIO DE OLIVEIRA que se aboletou no poder há quase 30 anos. Desde então o incipiente futebol de MS só vem acumulado fracassos...

O Governo de MS presta apoio anual aos clubes “profissionais” e ao campeonato transferindo recursos, visando alguma melhoria mesmo com o desinteresse crescente do torcedor pelo futebol local. Em 2020 MS destinou R$ 820 mil aos clubes para a disputa do Campeonato, valor 30% maior em relação aos R$ 622 mil pagos desde 2015. Para receber este bônus justificam, “com transparência”, a necessidade do recurso. A grana serve para cobrir despesas de arbitragem, hospedagem e alimentação nos jogos fora de casa e o custeio de materiais esportivos. No entanto bancar clubes “profissionais” para a maioria da população não passa de uma grande piada...

Os clubes de MS acham que não; mas anos após anos vem jogando no colo do Governador a obrigação de resolver um problema criado por eles próprios. Vem daí essa inoportuna linha de crédito que não deixa de ser mais um prêmio à incompetência que grassa entre os filiados da FFMS, apesar de que nos últimos anos Brasília também tem sido conivente com a inépcia administrativa dos clubes socorrendo-os com o refinanciamento de suas dívidas. Isso nunca deu certo, nunca adiantou já que, em face da CORONAVID e da crise econômica sem precedentes que vivemos, seria mais decente – e lógico – liberar recursos para os municípios que hoje passam por severas dificuldades. Ou repetir o auxílio emergencial aos quase 13 milhões de brasileiros desempregados atendendo às necessidades financeiras que o combate à Covid-19 impõe a todos...

Claro que todos precisam de ajuda mas - mesmo que seja para ajudar o futebol - não é moral, nem ético, muito menos sensato, esbanjar o dinheiro público com um segmento que se fantasia de “PROFISSIONAL” em um momento em que tudo de mais essencial está a beira do colapso. Este esporte vem sendo subsidiado pelos governos há mais de cem anos. Não paga imposto de renda de pessoa jurídica ou contribuição sobre o lucro líquido, pagos por empresas. Paga impostos menores. Isso é, presta uma contrapartida mínima, quase nula, em termos de impostos. Isso é subsidio. Outros setores não têm esse benefício. É de domínio público que dirigentes de futebol não têm um histórico de cumprir com suas obrigações - vide PROFUT: dívidas passadas pagas à conta-gotas...

No MS os clubes são mal administrados, pouco transparentes, "amadores marrons", semi-profissionais. Quase todos estão endividados. Existem outros segmentos economicamente mais importantes, mais relevantes, mais necessários, precisando de socorro e o futebol precisa aprender a se sustentar. Definitivamente não há justificativa alguma para que o Governo jogue dinheiro público pelo ralo enquanto há falta de recursos para recursos básicos em todos nossos municípios...

          Meninos, eu vi !!! 

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