A
proximidade do mês de data-base dos servidores públicos coloca dirigentes
sindicais diretamente em negociação com representantes governamentais. Na
pauta, pedidos de reajuste salarial, ao menos reposição da inflação, e dúvidas
sobre a representatividade das principais categorias do
Estado. Representantes do Fórum de Servidores do Estado de Mato Grosso do
Sul, que afirmam representar 45.000 funcionários do governo estadual, voltaram a
se encontrar com a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) na tarde desta última quarta-feira
(2). A esperança é que ela trouxesse o responsável pela interlocução além de
uma resposta se o governo vai apresentar no dia 11 (de março) um índice para ser
levado para discussão pelas categorias. No começo da semana passada,
representantes do Fórum se reuniram com a regional do Dieese (Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos), que vai fornecer
informações sobre a inflação no país, para que os sindicalistas formatem a
reivindicação ao governo estadual. Enquanto o Fórum de Servidores afirma
representar 45 mil servidores do Estado, a Feserp (Federação dos Servidores do
Estado Mato Grosso do Sul) diz que negocia em nome de 25.000
funcionários. Os dois estão conversando, separadamente, com representantes
do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), e alegam serem os principais
interlocutores dos servidores. Pouca verdade, muitas mentiras. Um grande
percentual destes servidores são técnicos especializados cujas profissões devem
e recolhem o Imposto Sindical para confederações ou federações nacionais
específicas (OAB, CREA, FETEMS, CRAS, etc, etc) e nada devem ao Fórum ou a Federação.
Para receber a inflação acumulada durante o ano não é necessário mobilização. É
uma obrigação legal devida pelo Estado. Outros tipos de benefícios... faz tempo
que os servidores não tem nenhum. Estou mentindo?

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