COMERCIAL
X CUIABÁ pela COPA VERDE nesta quarta (15hs) no estádio JAQUINHA das Moreninhas.
Primeiro jogo no Brasil onde o torcedor poderá ver o jogo colaborando com a
preservação do meio ambiente. O torneio tem o selo CARBON FREE. A CBF estima
que as emissões de CO2 decorrentes da Copa Verde é de aproximadamente 20,52
toneladas, e para compensar teria que plantar 1.122 árvores. Daí a compensação
de carbono/garrafas. Neste jogo, a CBF em parceria com a FFMS e o COMERCIAL
disponibilizarão 3.000 ingressos que serão trocados cada um por 3 garrafas PET
no Fort Atacadista do Shopping Norte Sul Plaza. No entanto, se a FFMS
estivesse mesmo interessada em aumentar a presença dos torcedores neste CAMPEONATO
ESTADUAL, bastaria copiar um recurso semelhante ao “FUTEBOL PAULISTA
SUSTENTÁVEL”, projeto da FPF que já elevou consideravelmente o número de
torcedores que acompanham seus times pelo interior de SP. O “PROJETO FUTEBOL PAULISTA SUSTENTÁVEL” trabalha com os quatro pilares
da sustentabilidade: 1 – o ecologicamente correto; 2 - o economicamente viável;
3 - o socialmente justo; 4 - o culturalmente diverso. Eles estão consolidados
desde a ECO-92, realizada no Rio de Janeiro. A iniciativa da FPF contribuiu
efetivamente para o Meio Ambiente, pois cada uma das garrafas de Politereftalato
de etileno (pet) pode permanecer na natureza por 800 anos até que haja sua
decomposição total. Por exemplo, em SOROCABA, em se comparando dois
jogos lá realizados pelo PAULISTÃO, houve aumento de quase 10 vezes mais
torcedores em campo: no confronto da última rodada em comparação com a
anterior, foi registrado um público de 1.613 pessoas, sendo 1.520 provenientes da troca de garrafas
pet por ingresso. No jogo anterior, apenas 171 torcedores tinham
comparecido ao estádio: um aumento de 943% do público. Amealhou-se 3.040
garrafas pet. Também,
em 17 partidas em que o
torcedor pôde trocar garrafas pet por ingresso, mais de 120.400 garrafas foram
arrecadadas e entregues à cooperativas locais das cidades onde os jogos foram
realizados. Este material poluente, sólido, que seria descartado na natureza,
acabou na reciclagem. O projeto visa trazer as famílias
para os estádios, incluir a cidadania no futebol e ajudar o meio ambiente,
retirando os descartáveis dos terrenos, levando em conta o aumento do
número de casos de zika, dengue e chicungunha em todo o Brasil. Sensibilizar o
torcedor para que ele traga quantas garrafas for possível, significa no fundo contribuir
com a limpeza das cidades. O material coletado com a promoção é doado a uma
entidade (cooperativa) que trabalhe com seleção de resíduos sólidos. A receita
é simples e poderia ser adotada por CESÁRIO e a FFMS em parceria com uma boa empresa
de publicidade... quase sem nenhum custo! Isso seria exigir demais?

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