O escritor
e empresário cuiabano, RENATO DE PAIVA PEREIRA, em artigo
no Midianews, confessa que muitas vezes defendeu as obras da Copa do Mundo
para Cuiabá, MT. Hoje, reconhece que teve muita boa vontade para com os
organizadores. Diz que foi ingenuidade, mais que isso, incompreensível
inocência. Recorrentemente, pediu compreensão à população em artigos na mídia.
Mandou fazer diversas faixas, exibidas nas ruas, sempre garantindo “Cuiabá Vai
Brilhar na Copa”. Estava convencido de que, no final, todos ficaríam felizes
com o resultado. Não ficaram. Nada, ou quase nada foi finalizado. Pior,
algumas obras, como o Viaduto da UFMT/Jardim das Américas, parecem fadadas a
ser um abacaxi que não se pode descascar. O
congestionamento naquelas alças estreitíssimas algum dia terão que ser
resolvidos, desmanchando parte do Shopping vizinho ou refazendo o
viaduto. Os Centros de Treinamento (COT’s), caros e desnecessários - a Copa
foi realizada sem eles - ficaram pela metade ou pouco mais e demandarão muito
dinheiro para ser concluídos. O Viaduto da Sefaz, mal executado, continua
interditado e ninguém sabe quando voltará ao uso da população. O
aeroporto, considerado o pior de todas as capitais brasileiras, está com as
obras paralisadas e sem prazo para recomeçar. A Trincheira do Santa Rosa
está inconclusa e parcialmente interditada. O Morro do Despraiado exige obras
pra contenção do barranco. Renato de Paiva lamenta que “todas essas
mazelas acima, somadas, não vale o escândalo do VLT. O transtorno que ele
causou e está causando vai durar ainda muitos anos. É triste ver aquilo tudo
abandonado, complicando o trânsito, enfeando a cidade e virando piada.
Acrescente-se que, por enquanto, ninguém sabe o que fazer com ele, mesmo depois
de várias e caras consultorias. Somente 4 trincheiras foram quase
concluídas: a dos Imigrantes, a do Verdão, a do Zero Quilômetro e a que dá
acesso à Ponte Mario Andreazza, essa última com um estreitamento bem
comprometedor”. Enfim, para mostrar que miséria pouca é bobagem, RENATO
lembra que Cuiabá ficou com o enorme ELEFANTE BRANCO, que é a ARENA PANTANAL,
uma das poucas obras entregues a tempo: “Os elefantes albinos eram considerados
sagrados na Ásia, por isso não podiam ser usados para o trabalho. Os monarcas
costumavam presentear os súditos com esses animais para mostrar
consideração. Era para sempre. Receber um elefante branco de presente era,
pois, uma benção e uma maldição. O nosso, que nem presente foi, por enquanto é
uma maldição, ninguém sabe como tirar dinheiro dali para sua caríssima
manutenção. Levamos 7 gols, fizemos somente 1. Alemanha e Brasil reeditado
em Cuiabá!”.

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