24/06/2015

CUIABÁ E SEUS ELEFANTES BRANCOS...


O escritor e empresário cuiabano, RENATO DE PAIVA PEREIRA, em artigo no Midianews, confessa que muitas vezes defendeu as obras da Copa do Mundo para Cuiabá, MT. Hoje, reconhece que teve muita boa vontade para com os organizadores. Diz que foi ingenuidade, mais que isso, incompreensível inocência. Recorrentemente, pediu compreensão à população em artigos na mídia. Mandou fazer diversas faixas, exibidas nas ruas, sempre garantindo “Cuiabá Vai Brilhar na Copa”. Estava convencido de que, no final, todos ficaríam felizes com o resultado. Não ficaram. Nada, ou quase nada foi finalizado. Pior, algumas obras, como o Viaduto da UFMT/Jardim das Américas, parecem fadadas a ser um abacaxi que não se pode descascar. O congestionamento naquelas alças estreitíssimas algum dia terão que ser resolvidos, desmanchando parte do Shopping vizinho ou refazendo o viaduto. Os Centros de Treinamento (COT’s), caros e desnecessários - a Copa foi realizada sem eles - ficaram pela metade ou pouco mais e demandarão muito dinheiro para ser concluídos. O Viaduto da Sefaz, mal executado, continua interditado e ninguém sabe quando voltará ao uso da população. O aeroporto, considerado o pior de todas as capitais brasileiras, está com as obras paralisadas e sem prazo para recomeçar. A Trincheira do Santa Rosa está inconclusa e parcialmente interditada. O Morro do Despraiado exige obras pra contenção do barranco. Renato de Paiva lamenta que “todas essas mazelas acima, somadas, não vale o escândalo do VLT. O transtorno que ele causou e está causando vai durar ainda muitos anos. É triste ver aquilo tudo abandonado, complicando o trânsito, enfeando a cidade e virando piada. Acrescente-se que, por enquanto, ninguém sabe o que fazer com ele, mesmo depois de várias e caras consultorias. Somente 4 trincheiras foram quase concluídas: a dos Imigrantes, a do Verdão, a do Zero Quilômetro e a que dá acesso à Ponte Mario Andreazza, essa última com um estreitamento bem comprometedor”. Enfim, para mostrar que miséria pouca é bobagem, RENATO lembra que Cuiabá ficou com o enorme ELEFANTE BRANCO, que é a ARENA PANTANAL, uma das poucas obras entregues a tempo: “Os elefantes albinos eram considerados sagrados na Ásia, por isso não podiam ser usados para o trabalho. Os monarcas costumavam presentear os súditos com esses animais para mostrar consideração. Era para sempre. Receber um elefante branco de presente era, pois, uma benção e uma maldição. O nosso, que nem presente foi, por enquanto é uma maldição, ninguém sabe como tirar dinheiro dali para sua caríssima manutenção. Levamos 7 gols, fizemos somente 1. Alemanha e Brasil reeditado em Cuiabá!”. 

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