NEYMAR está sendo processado pela Justiça
Espanhola por corrupção por ter fechado, em 2011, transferência para o Barcelona
ignorando o Santos com quem tinha contrato. É o que diz a instrução do
processo. Além de corrupção, ele responde por fraude. A ação foi iniciada por
queixa-crime da DIS, que detinha parte dos direitos do jogador, e cobra
dinheiro da negociação. Consultado, o Ministério Fiscal de Madrid indicou
que a negociação pode constituir delitos nos artigos 251 (simulação de
contrato) e 286 (corrupção entre particulares) do código penal espanhol. O juiz
José Del La Mata Amaya aceitou a denúncia, e deu início à investigação e ao
processo. A ação envolve outras cinco pessoas: dirigentes e ex-cartolas de
Santos e Barcelona, e o pai do jogador. A acusação por corrupção contra NEYMAR
tem origem no contrato entre Barcelona e N&N, empresa do pai do jogador,
feito em 2011. Esse determinou a negociação dos direitos futuros do jogador por
€ 40 milhões sem que o Santos soubesse de nada. Naquele ano, o time espanhol
antecipou € 10 milhões à N&N, que teria de pagar uma multa caso NEYMAR
fosse para outro clube. A denúncia alega que essa operação feriu o livre
mercado de transferências de jogadores. Neste caso, o Barcelona aparece como
corruptor ativo, e o jogador como passivo. Em sua instrução de acusação, o juiz
explica sobre craque brasileiro: “O sujeito passivo seria NEYMAR, por meio de
seu pai e de sua empresa N&N, pois era jogador empregado do Santos e
colaborador da DIS, com quem estava obrigado a colaborar, (…) na valorização de
seus direitos e não na interferência na venda dos mesmos no mercado de
contratações''. Na conclusão, o juiz afirma que, pela denúncia, NEYMAR não
cumpriu com a obrigações com o Santos em benefício próprio e “por razões
espúrias''. Assim, tirou do clube a chance de arrecadar € 45 milhões da sua
cláusula de transferência. A pena prevista no artigo 286bis é de um a seis anos
de prisão por corrupção entre particulares. E pode ser aplicada uma multa do triplo
do valor do ganho com a operação. O artigo 251.3 prevê pena de 1 a 4 anos de
detenção.

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