ALCIDES
BERNAL (PP), ex-prefeito de Campo Grande, pediu o "impedimento" do desembargador SÉRGIO FERNANDES MARTINS do julgamento da ação que pode
trazê-lo de volta à Prefeitura de Campo Grande. Alega que SERGIO não poderia
participar da análise do caso porque foi indicado pelo governador do
Estado, André Puccinelli (PMDB), ao cargo no Tribunal de Justiça de
Mato Grosso do Sul. Assim, o desembargador teria relação com ANDRÉ, visto que
já foi sócio do filho dele, André Puccinelli Jr. Segundo BERNAL, ANDRÉ foi o
mentor de golpe político que resultou na sua cassação pela Câmara Municipal em
março/14. Segundo a mídia local, SERGIO FERNANDES realmente chegou ao cargo em
2007, após indicação de Puccinelli sendo escolhido de uma lista tríplice composta
por ele, Nery Sá Azambuja e Ernesto Borges por terem os advogados mais votados
pelos desembargadores do TJ/MS. A lista foi encaminhada a ANDRÉ PUCCINELLI, a
quem coube a nomeação do novo desembargador. BERNAL reclama: “No total, são 3
desembargadores, mas esta situação retira a idoneidade do julgamento, pois pode
haver influência grave e nociva à democracia. Veja que a democracia foi
desrespeitada e a demora no julgamento já causa dano ao erário”. O Tribunal de
Justiça que havia agendado para este dia 16 o julgamento do Agravo de Instrumento
que tenta, na prática, manter suspensa a liminar que devolveu a Prefeitura de
Campo Grande a Alcides Bernal, já adiou sua decisão para o início do ano que
vem.

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