20/12/2014

FIFA ACABA COM "ATRAVESSADORES" DO FUTEBOL


A partir do dia 1º de maio de 2015, a participação de “investidor”/”agente” nos direitos econômicos de jogadores de futebol será proibida. O Comitê Executivo da Fifa, reunida no Marrocos, decidiu que a partir daí fica proibida a participação de “investidores/agentes” nas negociações de jogadores. A medida protege os investimentos já feitos. Os contratos assinados antes de 31 de dezembro de 2014 terão a validade de sua duração. No entanto, os contratos assinados entre 1º de janeiro e 30 de abril de 2015 só poderão ter um (01) ano de duração. A partir de MAIO esse tipo de negócio estará proibido. No futebol brasileiro, a participação destes “atravessadores” nas negociações é uma calamidade. Os clubes brasileiros serão os maiores beneficiados pela medida. A FIFA finalmente compreendeu que a criação da LEI PELÉ foi um dos maiores maus para o nosso futebol. Antes da LEI PELÉ, os clubes eram os donos dos contratos dos atletas (“passe”), daí, nasceu a chamada "LEI DO PASSE". O "passe" era um instrumento jurídico que prendia o jogador ao clube. Quando existia o passe, os jogadores não podiam se transferir sem autorização de seus clubes mesmo quando acabava seu contrato – e portanto ficava sem salário. Os clubes negociavam os jogadores que tinham direito a 15% do valor da negociação. Não havia transparência nos valores negociados. Por isso o atleta se queixava de ser um "escravo" no clube, sem direito de escolha nem de decisão sobre seu futuro como qualquer outro trabalhador. Com o fim da LEI DO PASSE, o clube parou de investir na formação de jogadores, já que o ganho que tinha na formação de um jogador passou a ser quase nenhum. A LEI PELÉ tirou do clube de futebol a decisão sobre a carreira do jogador e, indiretamente, a transferiu para um empresário. Agora, a FIFA pretende fazer com que com o tempo, apenas o clube volte a ter os direitos econômicos de seus jogadores voltando a se preocupar com as categorias de base. Depois da LEI PELÉ, os clubes, sobretudo os do interior, tiveram grandes prejuízos pois não conseguiam mais ter lucros com as vendas de jogadores. Por isso, muitos clubes foram vendidos para empresas/empresários e outros simplesmente acabaram com suas categorias de base porque os “atravessadores” (“agentes”) já possuíam os direitos dos jogadores antes mesmo deles assinarem um contrato profissional. Os europeus acusam que “clubes hospedeiros” (criados apenas para abrigar jogadores que não possuem contrato com outro clube, mas não disputam qualquer competição), estavam “poluindo o futebol” e atrapalhavam as negociações. Vamos ver como os espertinhos (“agentes”/”empresários”) reagirão. Foram pegos de surpresa e ficarão com muitos “micos” na mão. 

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