A partir do dia 1º de maio de 2015, a
participação de “investidor”/”agente” nos direitos econômicos de jogadores de
futebol será proibida. O Comitê Executivo da Fifa, reunida no
Marrocos, decidiu que a partir daí fica proibida a participação de “investidores/agentes”
nas negociações de jogadores. A medida protege os
investimentos já feitos. Os contratos assinados antes de 31 de dezembro de 2014
terão a validade de sua duração. No entanto, os contratos assinados entre 1º de
janeiro e 30 de abril de 2015 só poderão ter um (01) ano de duração. A partir
de MAIO esse tipo de negócio estará proibido. No futebol
brasileiro, a participação destes “atravessadores” nas negociações é uma
calamidade. Os clubes brasileiros serão os maiores beneficiados pela medida.
A FIFA finalmente compreendeu que a criação da LEI
PELÉ foi um dos maiores maus para o nosso futebol. Antes da LEI PELÉ, os
clubes eram os donos dos contratos dos atletas (“passe”), daí, nasceu a chamada
"LEI DO PASSE". O "passe" era um instrumento jurídico que
prendia o jogador ao clube. Quando existia o passe, os jogadores não podiam se
transferir sem autorização de seus clubes mesmo quando acabava seu contrato – e
portanto ficava sem salário. Os clubes negociavam os jogadores que tinham
direito a 15% do valor da negociação. Não havia transparência nos valores
negociados. Por isso o atleta se queixava de ser um "escravo" no
clube, sem direito de escolha nem de decisão sobre seu futuro como qualquer
outro trabalhador. Com o fim da LEI DO PASSE, o clube parou de investir na
formação de jogadores, já que o ganho que tinha na formação de um jogador
passou a ser quase nenhum. A LEI PELÉ tirou do clube de futebol a decisão sobre
a carreira do jogador e, indiretamente, a transferiu para um empresário. Agora,
a FIFA pretende fazer com que com o tempo, apenas o clube volte a ter os
direitos econômicos de seus jogadores voltando a se preocupar com as categorias
de base. Depois da LEI PELÉ, os clubes, sobretudo os do interior, tiveram
grandes prejuízos pois não conseguiam mais ter lucros com as vendas de jogadores.
Por isso, muitos clubes foram vendidos para empresas/empresários e outros simplesmente
acabaram com suas categorias de base porque os “atravessadores” (“agentes”) já possuíam
os direitos dos jogadores antes mesmo deles assinarem um contrato profissional.
Os europeus acusam que “clubes hospedeiros” (criados apenas para abrigar
jogadores que não possuem contrato com outro clube, mas não disputam qualquer
competição), estavam “poluindo o futebol” e atrapalhavam as negociações. Vamos
ver como os espertinhos (“agentes”/”empresários”) reagirão. Foram pegos de surpresa
e ficarão com muitos “micos” na mão.

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