Em 2018, o subsídio
anual (vulgarmente conhecido como “cala-boca”) que a CBF (Confederação
Brasileira de Futebol) repassou a cada das federações estaduais, representou
mais de 50% da receita de 10 das 27 entidades do futebol. Algumas delas receberam
mais de R$ 1,5 milhão da CBF. Todo ano a CBF paga em forma de doação um fixo de R$ 975.000,00 a cada
uma, para o "fomento do esporte na região". Algumas delas recebem
mais dinheiro para auxílio na organização dos campeonatos nacionais realizados nos
estados (Séries B, C e D, Copa do Brasil e regionais), tudo para pagamento de
controle de dopagem, arbitragem, entre outros gastos...
Segundo propaga a mídia nacional, nos valores “doados”
às federações estaduais não estão incluídos - aposto que você não sabia disso –
os 75.000 Reais, mensais, que a CBF
paga a cada presidente, como "verba de representação".
Este “agrado” que é pago diretamente aos cartolas, é razão de uma das
principais críticas ao modus operandi da CBF, já que são as federações que
elegem o presidente da entidade em um sistema esdrúxulo de votação: votam 27
federações (peso 3), totalizando 81 votos; mais 20 clubes da Série A (peso 2),
mais 20 clubes da Série B (peso 1), totalizando 60 votos. Os clubes? Sempre
perdem. A última eleição aconteceu em 2018, com vitória de Rogério Caboclo,
candidato único...
A Federação Paulista
de Futebol pouco depende de qualquer ajuda da CBF. Em 2018, p.ex., seu subsidio
representou apenas 1,6% dos R$ 61 milhões que arrecadou. Junto com as ricas
federações do Rio (3,6% de 27 milhões), Minas Gerais (7,1% de 13 milhões) e Rio
Grande do Sul (R$ 8,3% de 12 milhões), proporcionalmente, foram as que menos
precisaram do auxílio para manutenção porque tiveram mais de R$ 10.000.000,00
de receita...
No Centro Oeste cada
federação de futebol, recebeu os seguintes subsídios: 01) - TOCANTINS/TO –
70,2% da receita total de R$ 1,65 milhão; 02) - MATO GROSSO/MT – 68% da receita
total de R$ 1,72 milhão; 03) - MATO
GROSSO DO SUL/MS – 44,5% da receita total de R$ 2,58 milhões [1.500.000 REAIS(!)]; 04) - GOIÁS/GO –
24,9% da receita total de R$ 3,51 milhões. Pelos formatos dos balanços, não
padronizados, fica impossível dizer para onde vai todo o dinheiro. Os
documentos apontam despesas "administrativas", "gerais" e “com
serviços", sem especificar ou explicar o quê. A verdade é que a maior
parte vai para funcionários...
Nestes últimos 30
anos - tendo sempre a mesma administração - dá para a gente ter uma ideia de
quanto que a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul amealhou para, aos
poucos, ir riscando o falido futebol deste Estado do Pantanal do mapa. Não é
pouca grana não...
Meninos eu vi !!!

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