No BRASIL, os presidentes
das entidades estaduais de futebol profissional querem se manter eternamente no
poder. Por quê? Porque, para eles, as Federações são um “negócio-da-china”,
razão pela qual é difícil haver rodízio no poder. Quando ocorre, geralmente são
revezamentos entre pessoas do mesmo grupo político. Vejam o exemplo típico da FIFA. Em 120 anos a
entidade teve apenas oito (08) presidentes. No BRASIL, as FEDERAÇÕES
organizam campeonatos, cobram taxas de clubes sobre bilheterias, negociam
direitos de transmissão e patrocínios masters de campeonatos regionais. Além
disso, ainda recebem uma cota mensal da CBF sob a rubrica de "AJUDA DE
CUSTO" que todo mundo adivinha o que é: um auxílio para se manterem fiéis
ao poder de Del Nero & Cia. Os
clubes de futebol dificilmente se
revoltam contra as federações. As federações dificilmente se revoltam contra a
CBF. Assim, NÃO EXISTE OPOSIÇÃO nem em nível regional, nem em nível nacional. Nunca
vai existir. Os presidentes só saem do poder quando querem. Em MATO GROSSO DO SUL, o futebol profissional até meados da
década de 80 era nacionalmente conhecido e respeitado, levava grande públicos
aos estádios, principalmente em clássicos como COMERÁRIO, no Morenão; UBIRATAN X
CAD no estádio da LEDA e depois no estádio do Douradão em Dourados, bem como
nos jogos entre as equipes da capital e o CORUMBAENSE FC. Hoje, o campeonato sul-mato-grossense,
está literalmente falido. A média de público não ultrapassa ridículos 250
pagantes e suas rendas ínfimas não seriam suficientes para pagarem nem o mísero
lanche (pão com mortadela + refrigerante) para todos os atletas envolvidos em cada
partida. Infelizmente as pesquisas
revelam que a decadência do futebol “mandioqueiro” começou (há quase 30 anos!) quando
a FFMS elegeu seu “eterno” presidente Francisco Cesário de Souza que a dirige (bem
ou mal) sob manu-militari, a seu bel-prazer e com a covarde e inegável cumplicidade
da maioria dos clubes. Sem nenhuma imaginação e nenhuma criatividade, a FFMS
viu, um-a-um, os clubes de MS despencarem ladeira abaixo no ranking do futebol
nacional para um ostracismo sem volta. Felizmente, com a criação das primeiras LIGAS
PROFISSIONAIS DE FUTEBOL (inclusive a de MS) e com elas se espalhando pelo
Brasil, em poucos anos as mesmas passarão a controlar e gerir todos os
campeonatos nacionais através da futura LIGA NACIONAL, deixando para a CBF
apenas o domínio sobre a seleção brasileira. É só isso que os clubes de futebol
de MS precisam entender. Ou entendem e acompanham a maioria ou verão a banda
passar enquanto desaparecem do ranking oficial que amanhã, fatalmente, escolherá
os clubes das diversas competições oficiais. Quem viver... verá!!!

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