26/01/2016

PROFUT: FIM DOS TIMES (SEM ESTRUTURA) DE MS?


No Brasil, os clubes pequenos podem estar vivendo seus últimos dias. Grupo de estudos montado na CBF irá implantar aos poucos, a partir de 2017, o SISTEMA DE LICENCIAMENTO DE CLUBES com o objetivo de padronizar a profissionalização. De acordo com a Federação Nacional de Atletas Profissionais de Futebol (FENAPAF), o país tem 900 clubes que se dizem profissionais, número que, com o caderno de encargos, poderá cair para 250. Quem diz isso é o presidente da FENAPAF e do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, RINALDO MARTORELLI: "Tem clube que não tem pão com manteiga. Outros cobram até para o atleta jogar. Com o sistema de licenciamento, não se enquadrou, está fora. Vai disputar campeonato amador!". O SISTEMA exigirá estrutura profissional, o que parece beabá, mas não é. Desde local de treino, vestiários, médicos, comprovação de receitas, cumprimento de obrigações trabalhistas, pagamentos de salários, a participação num calendário anual. A CBF quer implantar algumas exigências para 2017. Dentro da CBF existe o temor de que os clubes não consigam se adequar principalmente em relação ao centro de treinamento e às categorias de base. O excessivo número de clubes dá a sensação de emprego, mas, na verdade, esconde debaixo do tapete o porão do futebol brasileiro: 85% dos jogadores recebem até 2 salários-mínimos por mês. No topo, estão 2,25% com mais de 20 salários. ALFREDO SAMPAIO presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio, ex-jogador de clubes pequenos, sentiu na pele a dificuldade: "Fiscalizamos clubes e nos deparamos com cenas inacreditáveis. Clubes sem campo, jogadores trocando de roupa no gramado por falta de vestiário, sem receber salários... A realidade do futebol brasileiro é do sonhador que chega no clube pequeno com 20 anos, peregrina até os 36 anos e deixa o futebol sem profissão, sem dinheiro, sem rumo. É um sonho mentiroso!". Alfredo encabeça o projeto de licenciamento: "Falei com o Rubinho (presidente da Federação Carioca). Não podemos ir atrás de voto de clube da Série C. Essa competição não deveria nem existir. O clube não tem médico. É uma vergonha!”. ALFREDO conclui: “No Brasil apenas 40 clubes são capazes de abrigar jogadores com dignidade. A equação entre mão de obra excessiva e pouco qualificada, poucos clubes bons e muitos sem estrutura é igual a sonho mais futuro nada promissor. O futebol é um cone ao contrário. Muitos entram, poucos saem!".

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