03/09/2015

FUTEBOL: QUAL A DIFERENÇA ENTRE MT E MS?


GEOVANI BANEGAS, presidente do vice-campeão de Mato Grosso de 2015, OPERÁRIO VARZEA-GRANDENSE, (“Chicote da Fronteira”), ao falar para a Radio Cultura de Campo Grande, em poucas palavras deixou bem claro porque o futebol de MT está muitos furos acima deste jogado em Mato Grosso do Sul, principalmente nos últimos anos. De início revelou que em Varzea Grande, cidade sede, o Operário VG não tem o apoio que mereceria dos empresários do município. Confessou que Mato Grosso não é tão “bonzinho” quanto MS: não repassa verbas públicas para o futebol profissional. No entanto, de um modo geral, considera que tudo corre muito bem para os times de MT. Nestes últimos 5 anos eles só sobem no ranking nacional. Isso significa dinheiro. Hoje, ocupam vagas nas principais séries do Campeonato Brasileiro: B, C e D. Inclusive o LUVERDENSE está em plena reação na “B” lutando por uma vaga na Primeira Divisão em 2016. Não há formulas milagrosas. Só muito trabalho. Profissionalismo. Os clubes, inclusive, se movimentam (diferentemente de MS) visando derrubar os coronéis que se perpetuam na FMF – Carlos Orione é um exemplo, morgando ditatorialmente há mais de 40 anos na federação. Eles já sabem que o PROFUT, recentemente aprovado no Senado, vai riscar do mapa os pequenos clubes sem estruturas. No entanto estão buscando, corporativamente, com o resto do Brasil, uma união que possibilite mudanças imediatas nas pequenas federações, tais como envolvimento com gente jovem que traga idéias novas, de forma que possam viabilizar seus projetos, que são muitos. A mídia já acordou para esse direcionamento mais moderno e os vem apoiando sem restrições. A GAZIN, patrocinadora máster do Campeonato Mato-grossense neste ano de 2015, destinou 100.000 reais para o campeão; 80.000 reais para o vice; 40.000 reais para o terceiro colocado; e 25.000 reais para o quarto. Lá, não se ganha, como aqui em MS, apenas um simples troféu. Também, a Rede Globo, em 2015, garantiu um apoio financeiro de 350.000 reais e já prometeu aumentar a cota para 2016. Toda grana que entra é repassada, diretamente, para os cofres dos clubes. Inclusive o “direito-de-arena” devido. GEOVANI BANEGAS falou também qual foi o legado da Copa: nenhum. Tudo só durou mesmo 4 dias. Sobraram as obras inacabadas. Até o COT (centro de treinamento que ficaria à disposição dos times de Cuiabá), não foi concluído. Em todos os locais, obras abandonadas. Existe sim uma expectativa muito grande para gestores e desportistas de MT: que a CPI do Futebol chegue também (e logo) em Mato Grosso e que varra a sucata para bem longe do futebol do Estado. Para gestores e desportistas de MS resta a esperança de que a mentalidade lacaia dos clubes locais seja trocada por mentes e idéias arejadas que tragam de volta para os estádios o verdadeiro futebol profissional, colocando um ponto final neste “amadorismo marron”, arcaico, que está matando nossos clubes...

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