GEOVANI BANEGAS, presidente do
vice-campeão de Mato Grosso de 2015, OPERÁRIO VARZEA-GRANDENSE, (“Chicote da
Fronteira”), ao falar para a Radio Cultura de Campo Grande, em poucas palavras
deixou bem claro porque o futebol de MT está muitos furos acima deste jogado em
Mato Grosso do Sul, principalmente nos últimos anos. De início revelou que em
Varzea Grande, cidade sede, o Operário VG não tem o apoio que mereceria dos
empresários do município. Confessou que Mato Grosso não é tão “bonzinho” quanto
MS: não repassa verbas públicas para o futebol profissional. No entanto, de um
modo geral, considera que tudo corre muito bem para os times de MT. Nestes
últimos 5 anos eles só sobem no ranking nacional. Isso significa dinheiro. Hoje,
ocupam vagas nas principais séries do Campeonato Brasileiro: B, C e D.
Inclusive o LUVERDENSE está em plena reação na “B” lutando por uma vaga na
Primeira Divisão em 2016. Não há formulas milagrosas. Só muito trabalho. Profissionalismo.
Os clubes, inclusive, se movimentam (diferentemente de MS) visando derrubar os
coronéis que se perpetuam na FMF – Carlos Orione é um exemplo, morgando ditatorialmente
há mais de 40 anos na federação. Eles já sabem que o PROFUT, recentemente
aprovado no Senado, vai riscar do mapa os pequenos clubes sem estruturas. No
entanto estão buscando, corporativamente, com o resto do Brasil, uma união que
possibilite mudanças imediatas nas pequenas federações, tais como envolvimento
com gente jovem que traga idéias novas, de forma que possam viabilizar seus
projetos, que são muitos. A mídia já acordou para esse direcionamento mais
moderno e os vem apoiando sem restrições. A GAZIN, patrocinadora máster do
Campeonato Mato-grossense neste ano de 2015, destinou 100.000 reais para o
campeão; 80.000 reais para o vice; 40.000 reais para o terceiro colocado; e
25.000 reais para o quarto. Lá, não se ganha, como aqui em MS, apenas um simples
troféu. Também, a Rede Globo, em 2015, garantiu um apoio financeiro de 350.000
reais e já prometeu aumentar a cota para 2016. Toda grana que entra é repassada,
diretamente, para os cofres dos clubes. Inclusive o “direito-de-arena” devido.
GEOVANI BANEGAS falou também qual foi o legado da Copa: nenhum. Tudo só durou
mesmo 4 dias. Sobraram as obras inacabadas. Até o COT (centro de treinamento
que ficaria à disposição dos times de Cuiabá), não foi concluído. Em todos os
locais, obras abandonadas. Existe sim uma expectativa muito grande para gestores
e desportistas de MT: que a CPI do Futebol chegue também (e logo) em Mato
Grosso e que varra a sucata para bem longe do futebol do Estado. Para gestores
e desportistas de MS resta a esperança de que a mentalidade lacaia dos clubes locais
seja trocada por mentes e idéias arejadas que tragam de volta para os estádios o
verdadeiro futebol profissional, colocando um ponto final neste “amadorismo
marron”, arcaico, que está matando nossos clubes...

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