24/06/2015

PSB X PPS - COM FUSÃO, NASCE A UNIÃO!


Apesar de ROBERTO AMARAL, ex-presidente nacional e fundador do PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO (PSB), ter qualificado como “moralmente inaceitável” a fusão entre seu partido e o PARTIDO POPULAR SOCIALISTA (PPS) afirmando que “a junção entre os dois partidos é “um ponto final” para o PSB como força de esquerda””, dirigentes do PSB pretendem sim fazer uma “fusão política” com a legenda comandada pelo deputado ROBERTO FREIRE (SP) nas alianças para as eleições municipais do próximo ano. Significa - de acordo com a cúpula do partido - que o PSB e o PPS farão um compromisso de apoio mútuo em todos os estados. O objetivo é ter candidaturas próprias da coligação nas principais cidades brasileiras e ter, em pelo menos 15 capitais, candidaturas do PSB. A ideia de fusão, que parecia ter sido abandonada, ganhou fôlego na última reunião da executiva nacional do PSB realizada em BRASÍLIA. “Muitos membros da executiva acharam que foi um erro suspender o processo e defenderam que a fusão continuasse”, disse presidente do PSB, CARLOS SIQUEIRA, um dos principais negociadores da fusão, ao IG. Entre os que expressaram apoio à união com o PPS estão o governo do Distrito Federal, RODRIGO ROLLEMBERGH, o ex-deputado BETO ALBUQUERQUE (RS), o senador FERNANDO BEZERRA COELHO (PE), e o ex-governador do Espírito Santo, RENATO CASAGRANDE. Um fator que animou os defensores da fusão foi a aprovação, em primeiro turno na Câmara, da possível “janela” para que interessados em se filiar ao partido, não deixem em suas legendas anteriores, seus mandatos. Os políticos serão autorizados a trocar de legenda até 30 dias após a promulgação da proposta de emenda à Constituição da reforma política. Isso resolveria um dos problemas que o PSB enfrentava diante da fusão pois temia uma debandada dos insatisfeitos sem o ingresso de novos quadros, já que a legislação atual poderia ser alegada para a manutenção dos mandatos dos que decidissem sair, mas não seria suficiente para os que poderiam entrar no partido. A fusão ainda encontra resistências. Entre os que resistem estão quadros importantes e históricos do partido como ROBERTO AMARAL, aliado de DILMA ROUSSEFF, além da deputada LUIZA ERUNDINA (SP) e dos deputados, JÚLIO DELGADO (MG) e GLAUBER BRAGA (RJ). Para GLAUBER BRAGA, a fusão com o PPS seria um dos motivos de sua saída do partido: “Achei que deixar de fazer a fusão era uma decisão acertada diante das resistências. Retomar esta ideia, para mim, é um erro”. Por outro lado, o PSB arma uma estratégia para pelo menos dobrar sua bancada no Senado (6 integrantes). Um dos nomes já confirmados é o da senadora LÚCIA VÂNIA (GO) que deixará o PSDB para entrar no PSB. Nos bastidores, as informações são de que o PSB deverá atrair senadores também insatisfeitos com o PT, como o WALTER PINHEIRO (BA) e PAULO PAIM (RS).

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