Apesar
de ROBERTO
AMARAL, ex-presidente nacional e fundador do PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO (PSB),
ter qualificado como “moralmente inaceitável” a fusão entre seu partido e o PARTIDO
POPULAR SOCIALISTA (PPS) afirmando que “a junção entre os dois partidos é
“um ponto final” para o PSB como força de esquerda””, dirigentes do PSB pretendem sim fazer uma
“fusão política” com a legenda comandada pelo deputado ROBERTO FREIRE (SP) nas
alianças para as eleições municipais do próximo ano. Significa - de acordo com
a cúpula do partido - que o PSB e o PPS farão um compromisso de apoio mútuo em todos os estados. O objetivo é ter
candidaturas próprias da coligação nas principais cidades brasileiras e ter, em
pelo menos 15 capitais, candidaturas do PSB. A ideia de fusão, que parecia ter
sido abandonada, ganhou fôlego na última reunião da executiva nacional do PSB
realizada em BRASÍLIA. “Muitos membros da executiva acharam que foi um erro
suspender o processo e defenderam que a fusão continuasse”, disse presidente do
PSB, CARLOS SIQUEIRA, um dos principais negociadores da fusão, ao IG. Entre os
que expressaram apoio à união com o PPS estão o governo do Distrito Federal, RODRIGO
ROLLEMBERGH, o ex-deputado BETO ALBUQUERQUE (RS), o senador FERNANDO BEZERRA
COELHO (PE), e o ex-governador do Espírito Santo, RENATO CASAGRANDE. Um fator
que animou os defensores da fusão foi a aprovação, em primeiro turno na Câmara,
da possível “janela” para que interessados em se filiar ao partido, não deixem
em suas legendas anteriores, seus mandatos. Os políticos serão autorizados a
trocar de legenda até 30 dias após a promulgação da proposta de emenda à
Constituição da reforma política. Isso resolveria um dos problemas que o PSB
enfrentava diante da fusão pois temia uma debandada dos insatisfeitos sem o
ingresso de novos quadros, já que a legislação atual poderia ser alegada para a
manutenção dos mandatos dos que decidissem sair, mas não seria suficiente para
os que poderiam entrar no partido. A fusão ainda encontra resistências. Entre
os que resistem estão quadros importantes e históricos do partido como ROBERTO
AMARAL, aliado de DILMA ROUSSEFF, além da deputada LUIZA ERUNDINA (SP) e dos
deputados, JÚLIO DELGADO (MG) e GLAUBER BRAGA (RJ). Para GLAUBER BRAGA, a fusão
com o PPS seria um dos motivos de sua saída do partido: “Achei que deixar de
fazer a fusão era uma decisão acertada diante das resistências. Retomar esta
ideia, para mim, é um erro”. Por outro lado, o PSB arma uma estratégia para
pelo menos dobrar sua bancada no Senado (6 integrantes). Um dos nomes já
confirmados é o da senadora LÚCIA VÂNIA (GO) que deixará o PSDB para entrar no
PSB. Nos bastidores, as informações são de que o PSB deverá atrair senadores
também insatisfeitos com o PT, como o WALTER PINHEIRO (BA) e PAULO PAIM (RS).

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