O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL do Rio de
Janeiro (MPF/RJ), pediu à JUSTIÇA a condenação do jogador EMERSON SHEIK,
do CORINTHIANS, por contrabando de carros importados. Também pediu a
suspensão do processo (similar) contra DIGUINHO, atleta do Fluminense
que não poderá sair do Estado do Rio por mais de 30 dias sem autorização
judicial; precisa comunicar à Justiça mudanças de endereço, comparecer a juízo
de 3 em 3 meses para prestar contas de suas atividades, teve sua BMW recolhida
e prestará serviços à comunidade por 6 meses, 16 horas por mês. EMERSON
SHEIK não receberá o mesmo benefício porque, segundo o MPF, é RÉU em outro
processo judicial. Sua defesa publicou nota sustentando que ele "não sabia
da procedência do veículo,sendo, portanto um adquirente de boa-fé, pois pagou
pelo veículo, com aparência de novo, o valor de mercado, assim como tantos
outros consumidores que adquiriram veículos nas mesmas circunstâncias”. Em 2012 o MPF denunciou 31 suspeitos de
integrar organização criminosa ligada à máfia dos caça-níqueis, desarticulada
na operação ‘BLACK OPS’, da Polícia Federal, que mobilizou Receita Federal e a PF
em 14 estados. O braço-forte da quadrilha era no Rio. O grupo responde por
contrabando, comércio ilegal de pedras preciosas, formação de quadrilha e
evasão de divisas na 3ª Vara Criminal Federal. Entre os clientes da quadrilha,
a PF identificou os jogadores DIGUINHO, do Fluminense, e EMERSON SHEIK, do
Corinthians, que são réus por lavagem de dinheiro na Justiça Federal e
que compraram carros importados usados na concessionária da Barra da Tijuca,
usada como fachada para movimentar o dinheiro dos caça-níqueis, segundo a PF.